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Kemp lamenta presença de Mato Grosso do Sul no ranking “lista suja” de trabalho escravo

Kemp lamenta presença de Mato Grosso do Sul no ranking “lista suja” de trabalho escravo
Segundo Pedro Kemp, também é papel da ALEMS zelar pelo trabalho decente e digno
Por: Fernanda Kintschner   Foto: Luciana Nassar

Veja video do discurso do deputado


O deputado Pedro Kemp (PT) ocupou a tribuna durante a sessão desta terça-feira (8) para divulgar a última atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, chamado de “lista suja”, do Ministério do Trabalho e Emprego. A lista foi atualizada na segunda-feira com novos 176 empregadores incluídos no ranking, que agora conta com o total de 727 empresas.
“A gente sabe que existe a lista suja, onde são cadastrados os proprietários que ainda praticam o trabalho degradante e isso deve ser eliminado totalmente no nosso país. Não é aceitável, de forma alguma, que trabalhadores sejam explorados, mas, infelizmente, tenho que registrar aqui que a gente assiste tanta propaganda, que o agro é pop, mas é também o que pratica o trabalho escravo. É importante gerar divisas para o nosso país, mas não podemos admitir situações de trabalho assim”, discursou.
De acordo com a publicação – que pode ser conferida na íntegra aqui - entre as atividades econômicas com maior número de inclusões estão a produção de carvão vegetal (22 empregadores), sendo 12 de florestas plantadas e 10 de florestas nativas, a criação de bovinos (17), a extração de minerais (14) e o cultivo de café e a construção civil, com 11 empregadores cada. A atualização também promoveu a exclusão de 85 empregadores que completaram os dois anos de inclusão no cadastro.
Pedro Kemp citou os nomes das empresas de Mato Grosso do Sul que compõe o ranking. “Corumbá lidera o número de ocorrências, com seis propriedades: Fazenda Pousada do Sul (5 resgatados), Sítio Retiro Tamengo (1), Fazenda Santa Rute (3), Fazenda Nossa Senhora Aparecida (1), Fazenda Bandeiras (5) e Fazenda Baía do Cambará e Porto dos Milagres (2). O caso mais grave foi registrado na Fazenda Umuarama, em Naviraí, onde 44 trabalhadores foram resgatados.  A empresa JC Mecanização e Plantações Agrícolas LTDA, responsável pela propriedade, teve seu nome incluído na lista em 2024”, explicou.
As demais fazendas foram:
Angélica: 31 trabalhadores resgatados na Fazenda São Joaquim.
Campo Grande: três trabalhadores em condições análogas à escravidão na Fazenda Três Marias.


Aquidauana: 11 trabalhadores na Fazenda Nossa Senhora Aparecida.

Ponta Porã: oito trabalhadores na Fazenda Pindorama.

Dourados: sete trabalhadores na Fazenda Marreta.

Laguna Carapã: seis trabalhadores na Chácara Sossego.

O parlamentar destacou o trabalho feito pelo Ministério, em que existe uma comissão permanente de fiscalização, e pediu empenho dos deputados estaduais em colaborar na conscientização. “Essa lista foi criada em 2003 e é atualizada a cada seis meses pela União. Então penso que também é papel da ALEMS zelar pelo trabalho decente e digno. Nós aqui, quando discutimos a legislação, que concede benefícios fiscais a empresas que vem de fora para gerar empregos, nós queremos justamente isso, oportunidades de trabalho para todos, porém é preciso que a gente zele e fiscalize. Vamos ficar  atentos, para que os empregos gerados respeitem a legislação, garantam salários e condições de trabalho dignas”, finalizou.

As denúncias sobre trabalho análogo à escravidão podem ser feitas pelo Sistema Ipê.

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